MGM

Não tenciono atentar à liberdade de expressão com esta passagem. Ainda menos alvitrar sobre o consumo de marijuana ou a sua legalização. Existem distintas formas de manifestar posições e pareceres, e eu sou a favor que o façam de todas as maneiras civilizadas e eficazes que subsistem.
Este é um parecer sobre as marchas a favor da legalização da marijuana, não pelo seu valor conceptual mas pelo seu valor egoísta. É um acto puro de comunicação. É, de facto, a favor de uma utilização livre e despejada de constrangimentos a nível medicinal, industrial e recreativo. Sendo um dos argumentos mais usados o facto de ser uma substância que não faz vítimas mortais, enquanto existem outras (legais) que fazem. Contra factos não existem argumentos. Li, também, que um dos maiores argumentos para quem se manifesta contra a legalização é: se não sabes do que falas mais vale estares calado. Vamos ver: se a lei da liberdade de expressão se aplica a quem se manifesta a favor, também tem que existir para quem se manifesta contra. Não se é necessariamente ignorante sobre as questões, só porque não se concorda com elas. Podem existir argumentos válidos para essa contrariedade. E esses devem ser tão respeitados como os anteriores.
A MGM (Marcha Global da Marijuana) deu-se este ano em Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Leiria. A manifestação dá-se no primeiro final de semana de Maio, todos os anos, em todo o mundo (no Brasil esta data coincide com o Dia da Mãe e portanto ocorre noutros fins de semana do mesmo mês) e teve início em 1994. Facto1.
Facto 2: estamos num país imerso numa crise sem precedentes, estamos imersos numa crise mundial imensa, os valores sociais e culturais estão a ser deturpados por mentes em desespero, o tráfico sexual, humano e de órgãos aumenta a olhos vistos, a pedofilia é um problema crescente na sociedade. Podia continuar com esta lista mas detenho-me por achar suficiente. O que me faz escrever este artigo é: a Manifestação Global da Marijuana é um reflexo do sentido egoísta de que a humanidade padece. O consumo, tráfico e o cultivo de marijuana é puramente individual e não sofre de nenhum tipo de compaixão ou se tornará algum dia uma causa maior.
Facto 3: Em 2011, segundo o Observatório de Tráfico de Seres Humanos 86 pessoas foram alvo deste crime em Portugal. Os homens constituem a maior percentagem de tráfico humano em Portugal para trabalho escravo, enquanto as mulheres e crianças servem para tráfico sexual. O tráfico de pessoas, segundo a organização “Juntos contra o tráfico de seres humanos” é o terceiro comércio ilegal mais lucrativo, depois do de armas e droga, em todo o mundo. Portugal, segundo o Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007, é destino de tráfico humano do Brasil, Ucrânia, Moldávia, Rússia e Roménia. Claro que uma manifestação sobre este propósito seria puramente altruísta e dedicada aos nossos e aos outros. Aos que foram, aos que são e aos que virão a este mundo.
Onde é a Marcha Global contra o Tráfico Humano?
 
I do not intend to exterminate freedom of expression with this passage. Even less opine on the consumption of marijuana and its legalization. There are different ways of expressing views and opinions, and I am pleased that people express it in every civilized and effective ways that remain.

This is an opinion on the march for the legalization of marijuana, not for its conceptual value but for its selfish value. It is a pure act of communication. It is in fact in favor of a free use of constraints and dumped at medical, industrial and recreational. One of the arguments most commonly used is that it is a substance that doesn’t cause deaths, while there are other (legal) that do. There are no arguments against facts. I read, also that one of the biggest arguments for those who spoke against legalization is that if you do not know what speech is better to be silent. Let’s see: if the law of freedom of expression applies to anyone who is manifested in favor, must also exist for those who spoke against. People are not necessarily ignorant about the issues, just because they don’t agree with them. There may be valid arguments for this annoyance. And these should be as respected as before.
MGM (Global Marijuana March) took place this year in Lisbon, Porto, Braga, Coimbra and Leiria. The event takes place the first weekend of May every year around the world (in Brazil this date coincides with Mother’s Day and therefore occurs in other weekends of the month) and started in 1994. First fact.
Fact 2: We are a country immersed in an unprecedented crisis, we are immersed in a huge global crisis, the social and cultural values ​​are being misrepresented by minds in despair, sex, human and organs trafficking increases visibly, pedophilia is a growing problem in society. I could continue this list but I pause for thinking it is enough. What makes me write this article is: Manifestation of Global Marijuana is a reflection of a selfish sense that humanity suffers. Consumption, trafficking and cultivation of marijuana is purely individual and not suffering from any kind of compassion or ever will become a greater cause.
Fact 3: In 2011, according to the Observatory on Trafficking in Human Beings 86 people were the target of this crime in Portugal. Men make up the largest percentage of human trafficking in Portugal for slave labor, while women and children are for sex trafficking. Human trafficking, according to the “Unite against human trafficking” is the third most lucrative illegal trade, after drugs and weapons around the world. Portugal, according to the Trafficking in Persons Report 2007, is destiny of human trafficking from Brazil, Ukraine, Moldova, Russia and Romania. Of course, a manifestation of this purpose would be purely altruistic, and dedicated to our and others. Those who were and those who are to come into this world.
Where is the Global March against Human Trafficking?

Porquê Acari | Why a courteous analyzis of revisited ideas?

Ideias revisitadas e análises corteses. Qual será a ligação de tão dissemelhantes noções? O sustentáculo deste blog partiu exactamente destes dois conceitos. Sendo este um espaço criado com base nos fenómenos de moda e nas alterações, tanto comunicacionais como estruturais, das marcas de moda, foi quase mecânica a noção de ideias revisitadas. Se a moda nos aparece como um reflexo fidedigno do estado sociológico, cultural e económico (muitas vezes até político) em que se encontra a humanidade, de um modo geográfico geral ou particular, também se mostra como um eco do passado e do presente. De um passado influenciador e progressivo. De um passado que nos levou onde nos encontramos. Não é de conhecimento geral a visita que se tem feito às silhuetas e paletas das últimas décadas do século passado? As tendências de lifestyle não se aconchegam a tendências passadas? Parece-me que encontramos aqui a noção de ideias revisitadas. Se existe alguma coerência na moda é a criação de uma ideia, que à partida nos parecerá efémera, e que umas temporadas mais tarde será trazida de volta. Como se de um sinal de respeito e cortesia se tratasse para com uma ideia defunta. O objectivo deste blog vai por este caminho: as ideias são criadas por alguém mas aqui são analisadas e esmiuçadas. Analisam-se respostas, soluções, criações positivas ou desastrosas. Analisam-se todos estes tópicos. Mas de forma cortês. Porque o passado merece essa gentileza da nossa parte. Por nos trazer onde nos encontramos. Por nos dar ideias para revisitar.

 

Revisited ideas and courteous analysis. What is the connection of such dissimilar notions?The mainstay of this blog went exactly from these two concepts. Since this is a space created on the fashion phenomenons and the changes, both structural and communicative,of fashion brands, it was almost mechanical the notion of revisited ideas. If the trend appears to us as a true reflection of the sociological, cultural and economical state (often even political) in which humanity finds itself, in a general or private geographical way , is also an echo of the past and the present. Of an influential and progressive past. From a past that brought us where we are. Isn’t it common knowledge that fashion brought again the silhouettes and palettes of the last decades of the last century? The trends in lifestyle does not huddle over past trends? It seems to me that we find here the notion of revisited ideas. If there is some consistency in fashion is the creation of an idea, which initially will seem ephemeral, and that a few seasons later will be brought back. As a sign of respect and courtesy to a dead idea. The purpose of this blog goes this way: the ideas are created by someone but here, they are analyzed and scrutinized. We analyze answers, solutions, positive or disastrous creations. We analyze all these topics. But courteously. Because the past deserve this kindness on our part. For bringing us where we are. For giving us ideas to revisit.